Minha Bailarina

Atualizado: Jun 25

Eu me visto dela para gritar o que sou e um pouco do que quero ser!


Por trás dela tem dias bons e ruins, sorrisos e lágrimas, empolgação e cansaço, forças e fraquezas, disciplina e procrastinação, tem amor, tem raiva, tem alegria, tem determinação, tem tristeza, tem frustração, tem doçura, sensualidade, garra, medo... ela não é o fim, é o meio!


Eu não danço só para mim...

Todos os dias que me visto dela eu penso no que quero e vou gerar em mim e no outro. Isso porque eu não danço só para mim. Eu não danço apenas em um quarto escuro quando ninguém está olhando.


Eu escolhi dançar no palco, na sala de aula, nas telas dos celulares, computadores e televisões. Eu escolhi expor para o mundo o que muitas vezes escondi de mim mesma.


Mas algumas vezes, é necessário resgata-la!

Ela me dá coragem. Com ela eu não só me afirmo para o mundo, mas também me convenço do que sou. Ela me ensina a calma. Me dá o respiro, que muitas vezes não encontro quando ela não está. E não, ela não está o tempo todo. Algumas vezes é necessário resgatá-la.


Com ela eu cresci, amadureci, virei mulher. Eu a ensino e ela me ensina o tempo todo sobre como se comportar no mundo perante as pessoas e os obstáculos que aparecem por aí.


É ela...

A cada dificuldade que ela tem na dança eu a ajudo com uma solução vinda de alguma experiência que já tive na vida, fora da dança. E o contrário também acontece. A cada obstáculo que a vida me apresenta, ela me ensina a contornar e voltar a deixar fluir.


Ela é capaz de transformar minhas angústias em movimento. Mas não só de angústias ela vive! Nos damos as mãos para dançar nossas alegrias, que muitas vezes quem me proporciona é ela!


No fim...

No fim, apesar de sermos uma, gosto de pensar em nós como duas energias complementares que seguem unidas na vida que para nós é uma grande dança!

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